Especialistas ressaltam que o simulador não vai eliminar os casos de imprudência, responsáveis por grande parte dos acidentes de trânsito. Porém, contribuições no quesito técnico são unanimidade. O inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Luiz Graziano ressalta a importância de complementar a formação de futuros condutores com o equipamento: “Muitos acidentes ocorrem porque a pessoa não tem técnica, entra na curva e freia, quando não poderia fazer isso. O equipamento pode contribuir para, na emergência, saber o que fazer”, reforça.
O protótipo que originou o simulador foi desenvolvido em 2009, por meio de uma parceria entre o Denatran e Fundação Certi, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “Verificamos critérios fundamentais para que se alcance a melhora da percepção de risco por parte do futuro condutor. Vimos que um maior grau de proximidade do simulador com relação a um veículo real propicia uma melhor aprendizagem”, afirma o professor da UFSC, Rodrigo de Souza Vieira. “O uso do simulador é uma das tentativas de se dar resposta à sociedade e a Organização Mundial da Saúde para que se consiga diminuir as mortes no trânsito”, destaca a Coordenadora-Geral de Qualificação do Fator Humano no Trânsito do Denatran, Maria Cristina Hoffmann.
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