Falta de políticas públicas e leis brandas favorecem a impunidade, diz Rotta
Como exemplo, Ivanise ressalta que não adianta de nada a implantação de radares, quebra molas e lombadas eletrônicas se não existem políticas públicas para combater o desrespeito às regras do trânsito.
“Enquanto continuar a venda de vodka e whisky em supermercados e de fácil acesso a adolescentes, por exemplo, as estatísticas de óbitos no trânsito só vão aumentar. E aliado a tudo isso, ainda temos as consequências brandas no judiciário”, argumenta Ivanise.
Países desenvolvidos diminuíram estatísticas de acidente com rigidez na lei
Em países desenvolvidos, nos quais as políticas públicas para combater o desrespeito às regras do trânsito existem, por meio da enforcement (conceito que determina o cumprimento obrigatório das leis), de acordo com Ivanise, é significativa a diminuição de acidentes de trânsito desde 2010.
“Com a fiscalização rígidas nestes países e a punição severa na hora do julgamento, foi dividido pela metade as estatísticas de acidentes. Isso significa que o homem adulto foi obrigado a cumprir a lei, principalmente por causa das sanções penais. Já as crianças crescem com formação ética. Então, em qualquer lugar que elas estejam, serão educadas e vão respeitar a fila do banco, do supermercado e dar a preferência para um idoso em um assento no ônibus, refletindo em seu comportamento no trânsito no futuro”, explica Ivanise.
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