sexta-feira, 29 de março de 2013

Condutores vaidosos causam milhões de acidentes

Os homens vaidosos obcecados pela sua própria imagem, que observam constantemente no espelho retrovisor enquanto conduzem, são responsáveis por milhões de acidentes de carro, revelou uma pesquisa realizada no Reino Unido.

A paisagem, as mulheres bonitas e os telemóveis são apenas algumas das razões mais conhecidas que fazem os homens desviar imprudentemente os olhos do caminho, ao conduzir.

No entanto, ao que parece, nada é mais perturbador para o condutor masculino moderno do que o seu próprio reflexo.

A sua obsessão com cabelo, aplicação de bronzeado falso e a pose ao espelho retrovisor são as causas mais comuns de acidentes entre vaidosos condutores do sexo masculino, agora apelidados de Motorsexuais.

Segundo o estudo, a obsessão pela vaidade de motoristas do sexo masculino pode ter causado cerca de 2,2 milhões de acidentes nas estradas nos últimos 12 meses.

Em média, um acidente relacionado com a vaidade causa danos no valor de 766 euros num carro, segundo a pesquisa da MORE TH>N Car Insurance.

Quer seja para se pentearem, inspeccionar a tez, fazer beicinho, posar ou verificar o brilho dos seus dentes brancos e brilhantes, o espelho do carro está perfeitamente posicionado para que os vaidosos condutores se olhem quando estão ao volante.

Mais. Estima-se que 1,3 milhões de Motorsexuais aplicam regularmente creme hidratante, auto-bronzeador e até base com o carro em andamento.

Muitos condutores do sexo masculino parecem tão preocupados com sua própria aparência que se estima que 2,9 milhões se olham ao espelho entre cinco e dez vezes durante uma simples viagem de carro de 30 minutos, mostra a pesquisa.

Ao gastarem cerca de 4,8 segundos de cada vez que se olham ao espelho, significa que milhões de condutores do sexo masculino poderão passar até 48 segundos com os olhos fixos em si próprios em vez de na estrada.

«Nós ouvimos uma série de histórias de advertência de mulheres que tentam aplicar maquilhagem ao conduzir, mas até agora os cuidados dos homens com a sua própria aparência ao volante era uma área inexplorada», disse Matt Pernet, do MORE TH>N.

«Esta pesquisa mostra que o número de Motorsexuais é significativo e que estão a colocar a sua segurança e a dos outros em risco por valorizarem mais a sua própria imagem em detrimento da estrada», acrescentou.

Feriado de Páscoa exige atenção dos motoristas nas estradas


No feriado da Páscoa, que neste ano ocorre entre os dias 29 e 31 de março, muitas famílias se deslocam para visitar parentes em regiões litorâneas e serranas, e também para participar de festas religiosas, que acontecem em todo o Brasil.
No ano passado, dados da Polícia Rodoviária Federal apontaram que as principais causas de mortes no trânsito durante a Semana Santa foram o excesso de velocidade e as colisões frontais, ocasionadas por ultrapassagens imprudentes. No total, em 2012, foram registrados 2.569 acidentes resultando em 1.524 feridos e 117 mortes.
Segundo o Ministério das Cidades, os feriados da Semana Santa são sempre muito agitados. Ao contrário de outras épocas, como o Carnaval, em que os deslocamentos são em direção ao litoral, na Semana Santa o trânsito é mais difuso – além das praias, há deslocamentos para regiões serranas, visitas a familiares e festas religiosas. Como o número de veículos nas estradas aumenta durante esse período, os riscos de acidentes também. Por isso, o motorista deve estar atento às situações de perigo podem ser evitadas com a adoção de uma conduta responsável ao dirigir.


Manutenção preventiva
O motorista deve realizar revisões periódicas do veículo, principalmente antes viajar, para verificar as condições dos freios, suspensão, alinhamento, pneus, óleo do motor, carga de bateria, faróis e lanternas.
Álcool e fadiga
Além de proibido, dirigir sob efeito de álcool coloca em risco a vida de todos que trafegam na estrada. Se o motorista estiver com sono, também é uma condição perigosa que deve ser evitada.
Celular
O motorista precisa manter o foco na estrada e não dispersar a atenção com o uso de telefone celular, envio de mensagens, uso de redes sociais e outras tecnologias. A distração pode ser fatal.

Alta velocidade
Em uma situação de colisão, o fator “alta velocidade” aumenta a gravidade do acidente, portanto é imprescindível respeitar os limites de velocidade sinalizados. Com o veículo em alta velocidade, o motorista precisa de um espaço maior para frear bruscamente ou desviar do carro à frente. No caso de chuva, esta distância (e cautela de modo geral) deve ser dobrada. À medida que a visibilidade na estrada diminui, é prudente reduzir a velocidade.

Ultrapassagem
Grande parte dos acidentes graves em rodovias federais acontece devido a ultrapassagens irregulares. Colisões com veículos que vêm em sentido contrário são gravíssimas e geralmente resultam em várias mortes. Quem optar por ultrapassar um veículo deve em primeiro lugar não “colar” no veículo da frente para não perder o ângulo de visão e certificar-se de que há espaço suficiente para a manobra. Além disso, é necessário conferir pelos retrovisores a situação do tráfego atrás do próprio veículo, não esquecendo os pontos cegos. Ultrapassar pela direita é proibido.

Cinto de segurança
O uso do cinto de segurança é imprescindível para a segurança dos ocupantes do veículo, pois reduz os riscos de fatalidades em acidentes de trânsito. Deve ser usado por todos os ocupantes, inclusive pelos passageiros do banco traseiro, estabelecido por regulamentação de trânsito.

Crianças no carro
Os adultos precisam estar atentos aos equipamentos de segurança adequados à idade, peso e altura da criança, as popularmente chamadas cadeirinhas. O Contran (Conselho Nacional de Trânsito), em 2008, regulamentou a obrigatoriedade do uso de dispositivos de retenção no transporte de crianças de até sete anos e meio em automóveis. O não cumprimento dessa regulamentação resulta em infração gravíssima.

Bagagem
Objetos e bagagens devem ser transportados no porta-malas. Em uma colisão, o objeto solto pode ser arremessado no interior do veículo e seu peso é multiplicado por 50 vezes, ou mais, dependendo da velocidade. É preciso estar atento quando o veículo estiver com maior carga (passageiros e bagagens) do que o usual. Nessas condições, é necessário um maior espaço para frenagens e ultrapassagens (aceleração menor), e as curvas precisarão ser realizadas em velocidades menores.

Pedestres
O índice de sobrevivência a um atropelamento com velocidade superior a 80 km/h é praticamente nulo. É importante evitar trafegar no acostamento e reduzir a velocidade em trechos em que há travessia de pedestres.
Campanha
Para que mais vidas sejam salvas, o Ministério das Cidades lançou a campanha de conscientização com foco especial nos condutores de veículos. Com uma linguagem direta e de grande impacto visual, as peças publicitárias chamam a atenção do público para o risco da imprudência no transito. As peças se baseiam no conceito “No trânsito, a escolha é sua. Faça um pacto pela vida”, mas são divididas em temas como ultrapassagens perigosas, excesso de velocidade, bebida e direção e o perigo de dirigir falando ao celular. Cada uma delas incentiva a reflexão sobre como estamos perdendo o espírito da Páscoa quando somos imprudentes no trânsito. A campanha faz parte do Pacto Nacional pela Redução de Acidentes – Parada pela Vida, criado em 2011 como resposta à Organização Mundial da Saúde, que instituiu a Década de Ações para Segurança no Trânsito – 2011/2020, com a meta de reduzir em até 50% o índice de mortalidade nas ruas e estradas dos países durante esse período.

Crianças em motos: todo cuidado é pouco!

Por serem pequenas, as crianças precisam de equipamento de segurança e capacete específico, que deve ser preso da maneira correta.
Por serem pequenas, as crianças precisam de equipamento de segurança e capacete específico, que deve ser preso da maneira correta.

Pilotar carregando um passageiro exige muito mais responsabilidade, habilidade e experiência. Transportar crianças requer cuidados em dobro, além disso, o transporte de crianças menores de sete anos em motos é proibido por lei. “Crianças abaixo desta idade não têm os reflexos e a habilidade necessária para se proteger numa eventualidade”, diz Elaine Sizilo, pedagoga especialista e consultora do Portal do Trânsito.

Segundo estatísticas do Ministério da Saúde, no Brasil morrem por dia seis crianças de até 14 anos em acidentes de trânsito. Por ainda estar em fase de desenvolvimento, um menor sofre um acidente com mais severidade do que um adulto porque a sua estrutura óssea e órgãos internos ainda não estão totalmente desenvolvidos.

Apesar dessas informações, muitos pais se arriscam. “Eu não tenho outra maneira de levar a minha filha para a escola, coloco um capacete nela e ando bem devagar”, afirma Michael Matias, de 27 anos. Para Elaine Sizilo, o fato de não transitar em alta velocidade não elimina o risco a que a criança está exposta. “Os pequenos são extremamente frágeis e qualquer queda pode ter consequências sérias”, afirma.

A única maneira de prevenir estes acidentes é não infringir a lei. “O que importa não é se livrar da multa é proteger a criança”, conclui Sizilo.

Transporte correto
Para os maiores, alguns cuidados também podem evitar acidentes. O passageiro, por exemplo, não deve tirar os pés das pedaleiras nas paradas. Além disso, tem que manter as pernas e a roupa longe do escapamento e segurar o piloto em sua cintura ou quadril.

É importante também o piloto alertar o passageiro antes de fazer qualquer manobra súbita.

Uso correto do pisca-pisca pode evitar acidentes

Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, em seu capítulo III, que trata sobre normas gerais de circulação e conduta, antes de qualquer manobra o condutor deve verificar as condições do trânsito à sua volta- certificando-se de não criar perigo para os demais usuários- posicionar-se corretamente na via e sinalizar suas intenções com antecedência.

O problema é que muitos condutores esquecem essa última parte e deixam de utilizar a luz indicadora de direção, o famoso pisca-pisca. “A sinalização de luzes no veículo é a maneira que temos como nos comunicar com os demais condutores. Ali sabemos quem vai mudar de direção, ou de faixa na via, sabemos quem vai frear ou mesmo quem está com algum problema”, alerta a especialista em trânsito Elaine Sizilo.

Essa comunicação é muito importante, pois ao saber das intenções de outros condutores, é possível prever ações e seguramente evitar freadas bruscas, pequenas colisões e até mesmo grandes acidentes.

Além disso, o Código de Trânsito Brasileiro institui como infração grave, com multa de R$ 127,69, deixar de indicar com antecedência, mediante gesto regulamentar de braço ou luz indicadora de direção do veículo, o início da marcha, a realização da manobra de parar o veículo, a mudança de direção ou de faixa de circulação. “Vale lembrar que a sinalização com as mãos não substitui a necessidade da sinalização luminosa, pois é considerada complementar”, complementa Sizilo.

Atitudes que podem salvar vidas no trânsito



Em época de feriado, com o aumento do tráfego em rodovias e consequentemente do número de acidentes, redobrar os cuidados e a atenção é primordial para quem quer pegar a estrada.


“Estes cuidados devem fazer parte da cultura do cidadão e não serem usados apenas em feriados”, alerta Elaine Sizilo, especialista em trânsito e consultora do Portal.


Para quem vai viajar, utilizar os conceitos da direção defensiva é fundamental. Para isso, é preciso estar atento no que se passa dentro e fora do veículo. Segundo Sizilo, é necessário ser muito mais cuidadoso quando o condutor se deparar com outros motoristas em atitudes de risco. “É melhor ficar longe de motoristas em zigue-zague, em alta velocidade, enfim, motoristas que colocam em risco a segurança dos demais”, diz a especialista.


Outra regra básica, porém não menos importante, é respeitar os limites de velocidade. “Quanto maior a velocidade, menos tempo o motorista tem para agir diante de condições adversas”, explica Sizilo.


Álcool


Conduzir sob efeito de bebida alcoólica, conforme a legislação em vigor é um ato criminoso. Apesar disso, mais de 50% dos acidentes no Brasil, envolvem alguém alcoolizado.


O álcool diminui a coordenação motora, reduz o raciocínio e dificulta a concentração. “O álcool induz as pessoas a fazerem coisas que normalmente não fariam, seja por excesso de confiança ou pela perda da noção de perigo e respeito à vida”, afirma a especialista.


Por este motivo é tão importante não beber antes de dirigir. “Ter consciência significa refletir sobre essas questões antes de começar a beber, para jamais dirigir ou pilotar depois de ter ingerido qualquer quantidade de álcool.”, conclui.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

A importância do uso do capacete

Além de ser uma infração gravíssima, não usar o capacete pode colocar em risco a segurança do motociclista.

O uso correto do capacete é garantia de segurança ao motociclista."O uso correto do capacete é garantia de segurança ao motociclista.". O aumento da frota de motocicletas trouxe uma consequência trágica para as ruas do país, o crescimento dos acidentes e mortes envolvendo motociclistas. “O capacete é o equipamento para condutores e passageiros de motocicletas e similares que, quando utilizado corretamente, minimiza os efeitos causados por impacto contra a cabeça do usuário em um eventual acidente”, afirma Elaine Sizilo, pedagoga, especialista em trânsito.

Estudos efetuados para avaliar a eficácia do uso de capacetes, demonstraram que, o seu uso pode prevenir cerca de 69% dos traumatismos crânio-encefálicos e 65% dos traumatismos da face. O capacete protege o usuário desde que utilizado corretamente, ou seja, afivelado, com todos os seus acessórios e complementos. “É importante verificar se o capacete apresenta o selo do Inmetro, pois esta é a garantia de que este capacete foi testado de acordo com as normas estabelecidas por um organismo de certificação competente”, lembra Sizilo. Ainda segundo a especialista, a recomendação é utilizar somente os chamados capacetes “fechados”, que protegem toda a cabeça.

Quem não usa o capacete, além de estar colocando a própria vida em risco, comete uma infração gravíssima, com multa de R$ 191,54 e suspensão direta do direito de dirigir.

Viseira
As viseiras fazem parte do capacete e protegem os olhos e parte da face contra impactos de chuva, poeira, insetos, sujeira e detritos jogados ou levantados por outros veículos. Em velocidade, o impacto de um pequeno objeto causa um grande estrago se o piloto não estiver suficientemente protegido.

Os óculos comuns não proporcionam uma proteção adequada, pois são facilmente arrancados em caso de colisão e até pelo vento, se o piloto girar a cabeça. Além disso, mantém muito exposta uma boa parte da face e não impedem o lacrimejamento causado pelo excesso de vento. Portanto, o equipamento adequado para capacetes sem viseira é o óculos de proteção, desenvolvido especialmente para esta finalidade. 

Transitar sem viseira ou óculos de proteção (ou com a viseira levantada) também é infração de trânsito gravíssima, com multa de R$ 191,54 e suspensão direta do direito de dirigir.

Decreto regulamenta retirada de veículos abandonados


Diante do elevado número de veículos em estado de deterioração e abandonados nas vias públicas da cidade, decreto municipal publicado hoje regulamenta a retirada desses veículos largados em vias públicas. 

Quando os veículos forem considerados abandonados, a Secretaria Municipal de Ordem Pública providenciará a remoção dos mesmos para o depósito público do Município.

Serão considerados abandonados os veículos deixados nas ruas com as seguintes características: sem no mínimo uma placa de identificação; em evidente estado de decomposição de sua carroceria e componentes removíveis, incluindo pelo menos dois pneus arriados; carroceria com evidentes sinais de colisão ou objeto de vandalismo, ainda que coberta com capa de material sintético.

Decorrido o prazo de 90 dias, contados da remoção do veículo, sem que o proprietário providencie a retirada do mesmo do depósito público, com o pagamento dos débitos tributários e de estadia e remoção incidentes, o bem será levado a leilão, obedecida a legislação pertinente.

Flagrantes antes da nova Lei Seca não devem depender de provas


Os casos de embriaguez ao volante anteriores à nova Lei Seca não devem depender do teste do bafômetro ou de exame de sangue para comprovar a alcoolemia do motorista. Esta é a sustentação do Ministério Público Federal no recurso extraordinário que vai provocar decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal sobre a comprovação de embriaguez em tais casos.

No início da semana, a vice-presidente em exercício do Superior Tribunal de Justiça, ministra Eliana Calmon, admitiu o recurso extraordinário do MPF, e submeteu-o ao STF para próximo julgamento.

O caso

O recurso extraordinário, de autoria do subprocurador-geral da República Carlos Eduardo de Oliveira Vasconcelos, é contra decisão do STJ que, por apertada maioria de 5 votos a 4, negou recurso especial repetitivo no qual se discutia se era imprescindível a realização de “teste do bafômetro” ou de exame de sangue para a caracterização do crime de conduzir veículo sob influência de álcool, na concentração, por litro de sangue, superior a 6 decigramas (texto vigente antes da última mudança do Código de Trânsito Brasileiro).

No julgamento do recurso repetitivo – contra o qual se dirige o recurso extraordiniário do MPF –, o STJ havia decidido que apenas o bafômetro ou o exame de sangue poderiam ser usados como prova para caracterizar o crime de embriaguez ao volante.

“Após a decisão do STJ, até mesmo aquele que é colhido cambaleando e exalando álcool ficou imune à persecução criminal, já que se tornou praticamente impossível obter-se a condenação pelo delito em questão.

Restou ao alcance da tutela penal apenas aqueles indivíduos 'imprudentes' ou desinformados o suficiente para soprarem o bafômetro”, ressalta o MPF no recurso extraordinário.

Prova deve ser feita por perícia

Ao levar a discussão ao STF, o MPF pretende que se estabeleça, em definitivo, que não só o teste do bafômetro ou a coleta de sangue podem comprovar a embriaguez do motorista. Para o MPF, a prova da embriaguez ao volante deve ser feita, preferencialmente, por meio de perícia, respeitado o direito contra a autoincriminação. Entretanto, a perícia pode ser suprida por exame clínico ou prova testemunhal, nas hipóteses em que os sintomas da embriaguez sejam indisfarçáveis, atestando que os 6 decigramas de concentração de álcool foram excedidos.

O processo diz respeito ao caso de um motorista do Distrito Federal que envolveu-se em acidente de trânsito e, devido à falta de um aparelho “bafômetro”, foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para exame clínico, que comprovou seu estado de embriaguez. Na época do fato, ocorrido em abril de 2008, vigorava o texto original do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que não determinava a quantidade específica de concentração de álcool no sangue para a caracterização do delito de embriaguez ao volante, mas exigia apenas, para a configuração do delito, que o motorista estivesse sob a influência de álcool.

No caso em análise, o Tribunal de Justiça do DF entendeu que a nova lei, por impor critério rígido para a verificação de embriaguez, seria mais benéfica, devendo ser aplicada a fatos anteriores a sua vigência, eis que tornaria atípica a conduta de quem não houvesse se submetido aos exames.

Para o MPF, a questão constitucional discutida no processo “transcende o caráter de individualidade dos interesses das partes envolvidas na controvérsia penal”, e deve ter repercussão geral, dada sua relevância jurídica.

Consumo de combustíveis no Brasil cresceu 6,1%


O consumo aparente de combustíveis no mercado brasileiro em 2012 foi de 129,677 bilhões de litros, o que representa um aumento de 6,1% em relação aos 122,220 bilhões de litros referentes a 2011. Os dados foram divulgados hoje (28/2) no VIII Seminário de Avaliação do Mercado de Derivados de Petróleo e Biocombustíveis da ANP, realizado no escritório central da Agência, no Rio de Janeiro.

Houve aumento de 7% no consumo de óleo diesel na comparação entre 2011 e 2012, de 52,264 bilhões de litros para 55,900 bilhões de litros. A mesma variação foi encontrada no consumo de biodiesel, de 2,580 bilhões de litros em 2011, para 2,762 bilhões de litros em 2012.

O consumo de gasolina C foi de 39,698 bilhões de litros, um aumento de 11,9% em relação aos 35,491 bilhões de litros relativos a 2011. Com a redução do teor de adição de etanol anidro à gasolina A (para composição da gasolina C vendida ao consumidor) de 25% para 20% em outubro de 2011, o consumo de etanol anidro caiu 0,2%.

O consumo de etanol hidratado, que havia sido 10,899 bilhões de litros em 2011, caiu para 9,850 bilhões de litros em 2012, o equivalente a uma diminuição de 9,6%. O etanol total (soma de anidro e hidratado) teve redução de 5,6% em 2012 frente a 2011, de 18,851 bilhões de litros para 17,790 bilhões de litros.

Ainda segundo os dados divulgados pela ANP, o consumo de gás liquefeito de petróleo (GLP) aumentou 0,5%, de 12,868 bilhões de litros para 12,926 bilhões de litros. O querosene de aviação (QAV) teve seu consumo ampliado em 4,8%, de 6,955 bilhões de litros para 7,292 bilhões de litros. No óleo combustível houve alta de 7,1%, de 3,672 bilhões de litros para 3,934 bilhões de litros.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Fraude em Autoescolas


Homem no Volante


Entenda o funcionamento do ABS


O ABS (Antilock Braking System) é um sistema de segurança ativa que evita que as rodas travem em frenagens de emergência – situação em que o veículo corre o risco de perder a aderência à pista e derrapar. As derrapagens estão entre os fatores que mais contribuem para a ocorrência de acidentes. Com o ABS, as rodas continuam com aderência à pista, o motorista mantém o controle sobre o veículo, sua estabilidade, e pode desviar de obstáculos mesmo pisando fundo no freio.

Para frenagens de emergência

Esse sistema eletrônico faz um monitoramento da rotação de cada roda, comparando-as com a velocidade do veículo. O ABS só entra em ação quando essa rotação da roda diminui muito em relação à velocidade do carro, indicando uma frenagem de emergência. O sistema envia sinais para que haja alternâncias muito rápidas entre alívio e pressão sobre os freios, que ocorre em frações de segundo – tempo suficiente para evitar que as rodas travem.

O ABS pode equipar também motos. Nas motocicletas o princípio é o mesmo dos automóveis, aplicando-se força normal e firme nos manetes de freio, há a distribuição eletrônica da intensidade de frenagem nas rodas traseira e dianteira evitando o travamento das rodas.

Veja mais sobre outros dispositivos:

ESP

Sistema de controle eletrônico de estabilidade, o ESP (Electronic Stability Program) mantém o veículo estável durante curvas muito rápidas e desvios bruscos. Ele atua nos freios dianteiros e traseiros de forma seletiva, corrigindo a trajetória do veículo. Um passo além em se tratando de segurança ativa, o ESP combina os recursos do ABS com um sistema de controle de tração (TCS), que evita que as rodas derrapem durante uma aceleração muito brusca.

EBD

O EBD (Electronic Brake Force Distribution) é um sistema que controla a distribuição da força de frenagem, aplicando em cada roda uma força de frenagem diferente, para compensar a distribuição das forças e equilibrar a estabilidade do veículo.

TCS

O TCS (Traction Control System) é um sistema de segurança ativa cuja função é impedir que as rodas percam a tração (girem em falso), reduzindo o torque enviado às rodas, evitando, assim, derrapagens ou perda de aderência com o solo.

PISE FUNDO NO PEDAL

Com um sistema convencional de frenagem, o motorista tem receio de pisar com toda a força no pedal do freio, numa situação de emergência, pois sabe que as rodas podem travar. Com o ABS, não funciona assim. Numa frenagem de emergência, pressione o pedal e mantenha a pressão sobre ele com força máxima – sem medo. Você pode vir a perceber um tremor do pedal, mas mantenha a pressão, até atingir a velocidade adequada para o desvio do obstáculo à frente. O tremor é característico do sistema ABS e acontece pela rápida variação na pressão do freio.

ABS NÃO EXCLUI CAUTELA

É importante ter em mente que velocidade tem limite. Não há recurso de segurança que salve vidas se houver um exagero no risco proporcionado por uma combinação entre excesso de velocidade e manobras perigosas.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Simulador de direção será usado para treinar motoristas de ônibus no Rio


Motoristas são orientados para a volta às aulas


Motoristas imprudentes furam o sinal vermelho


Como evitar que o barato saia caro na manutenção do carro

Um dos erros clássicos na hora de fazer a manutenção do carro é achar que tudo que é mais barato é a melhor opção. O gerente de engenharia do Grupo DPaschoal, maior rede de peças e serviços automotivos doBrasil, Eliel Bartels, afirma que esse é um dos principais fatores de encarecimento dosgastos com manutenção de veículos. 

“O brasileiro pensa apenas no dispêndio imediato, no quanto ele vai gastar na hora e por isso acaba levando a peça mais barata, sem perceber que isso vai ocasionar um aumento da frequência de troca das peças e no final ele vai gastar mais dinheiro”, afirma Bartels.

Segundo ele, se existe a opção de comprar uma peça original importada ou peças asiáticas, que não são originais, mas são mais baratas, a grande maioria dos motoristas prefere comprar a peça mais barata. "Ao comprar uma peça alternativa em vez da original, essa peça pode degradar outros itens do sistema original do carro. Com isso, o consumidor terá mais gastos para consertar essas outras peças que foram danificadas, além de precisar trocar com mais frequência a peça comprada inicialmente", completa.

O gerente de engenharia da DPaschoal não propõe que sempre sejam compradas as peças e contratados os serviços mais caros, mas apenas que o consumidor não leve em consideração apenas o preço na hora de fazer a manutenção do carro, para que o barato não saia caro. “O motorista paga 50 reais em uma peça que em outro lugar ele viu por 100 reais, mas depois ele precisa trocar essa peça a cada 3 meses. Ele acaba gastando mais trocando muitas vezes a peça mais barata do que ao comprar a peça melhor e mais cara, que duraria um ano”, diz. 

Mas, como saber se a peça mais cara é de fato a melhor ou se é apenas uma tentativa da oficina de ganhar dinheiro em cima do cliente? Não há uma fórmula para desvendar as más ou boas intenções das oficinas, mas algumas dicas podem ajudadar o consumidor para que ele não se deixe enganar:

1) Pergunte ao mecânico qual é o motivo para a indicação de uma determinada peça e não de outra mais barata

Se o mecânico responder que a peça mais cara é a que deve ser levada simplesmente porque ela é a melhor e não der alguma razão para isso, o consumidor deve desconfiar. “Por outro lado, se o técnico pergunta como a pessoa usa o carro e, baseando-se no perfil de direção do motorista, ele dá motivos para que seja usada uma certa peça, há uma razão para aquela indicação", diz Bartels. 

Deve-se avaliar, portanto, se houve alguma explicação plausível para o uso de um item e não de outro. Por mais que o consumidor não seja especialista no assunto, no mínimo é possível perceber se a explicação é absurda ou pelo menos se faz algum sentido.

Bartels dá um exemplo do que, em tese, seria uma boa justificativa para a compra de um item, com base no perfil do motorista: "O vendedor diria: 'Você é uma pessoa que dirige na cidade, chovendo ou não você mantém a mesma velocidade, então o melhor para você é este pneu, porque ele tem uma profundidade do sulco maior, o que diminui a possibilidade de aquaplanagem, enquanto este outro pode ficar careca em menos tempo'”, comenta o gerente de engenharia da DPaschoal.

2) Pesquise o custo do serviço e das peças em mais de uma oficina ou loja
“Diferenças podem ocorrer, até por questões regionais. Em uma cidade do interior o preço pode ser um e na capital outro”, diz Eliel Bartels. Tanto para itens automotivos, como para qualquer outra decisão de compra, pesquisar preços é a melhor forma de medir qual é a média de preço de um produto.

Fazendo mais de uma consulta, o consumidor terá mais informações sobre o item buscado e pode usar o que um vendedor disse para negociar preços com outro. E quanto mais conhecimento, menor a probabilidade de se enganar se algo ruim for oferecido.

O gerente da DPaschoal orienta também que ao encontrar preços com uma diferença superior a 100% em duas lojas, o consumidor pesquise em mais alguns lugares, porque algo está errado. Uma das lojas está com um preço muito alto, ou muito baixo. 

3) Se for difícil encontrar uma peça, não compre no primeiro lugar que encontrar
Segundo Bartels explica, a dificuldade em encontrar uma peça pode ser um sinal de que ela está em falta no mercado. E diante de uma baixa oferta, o seu preço se eleva. Portanto, mesmo não sabendo se um preço está alto demais, a demora em encontrar um certo item pode indicar que em outro momento ele seria encontrado por um valor mais baixo.

Por isso, se possível, o ideal é não comprar a peça na primeira loja em que ela for encontrada e aguardar um tempo até que a oferta se normallize e os preços voltem ao normal. “Mesmo se o seu carro estiver parado, vale a pena esperar mais um pouquinho. Uma montadora pode ter solicitado um número grande de peças para a linha de produção de um modelo, e se o consumidor não esperar ele vai pagar o preço mais alto por causa do desabastecimento", orienta o gerente da DPaschoal. 

4) Não pague um pacote de serviços em uma revisão sem perguntar as justificativas para cada conserto e receber uma resposta objetiva
Assim como não se deve comprar uma peça da marca mais cara sem que a sua venda seja justificada, o mesmo vale para a revisão. “Sempre existe aquela oficina que faz uma revisão geral no carro e o mecânico diz: 'Vai custar 850 reais, mas vai ficar bom’. Se o mecânico só mostra o preço, ele não é especialista. Ele deve mostrar as causas de cada problema e a necessidade de realizar os consertos”, orienta Bartels.

E novamente entra a questão do discernimento do consumidor para avaliar se realmente faz sentido pagar determinado conserto ou não. Bartels faz uma analogia: “Um médico não diz a um paciente: 'Você tem hipertensão porque está obeso e o tratamento é este. Ele pergunta ao paciente quais são seus hábitos e a partir disso faz um diagnóstico do que gerou a doença e o que o paciente deve fazer. No carro nada deve ser substituído sem uma explicação objetiva”, complementa o gerente da DPaschoal. 

Motorista sob efeito de droga terá a CNH suspensa


O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou nesta sexta-feira (8) um reforço na Operação Lei Seca, com o uso de um aparelho que indicará se o motorista está sob efeito de entorpecentes. O governador afirmou que o condutor flagrado com drogas no organismo terá a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa automaticamente pelo período de até um ano. Além disso, o condutor poderá ser preso, caso seja comprovado que ele está alterado por conta dos efeitos de maconha, cocaína, heroína e anfetaminas.

“A carteira será retida e a condição do motorista [flagrado com drogas] será avaliada pelos agentes policiais”, disse Alckmin, durante lançamento do Programa Direção Segura, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, na Zona Sul de São Paulo.

O aparelho apresentado nesta manhã detecta, a partir da coleta de gotas de saliva do condutor, se ele está dirigindo sob efeito de drogas. Caso o teste indique o uso do entorpecente, o motorista poderá ser preso e receber uma pena de 6 meses a 3 anos de detenção, segundo Antonio Carlos da Ponte, secretário-adjunto da Secretária da Segurança Pública. "É o que prevê o artigo 306 do Código de Transito Brasileiro (CTB)."

As blitze antidrogas no volante começam no início da madrugada deste sábado (9) na capital paulista. O programa piloto será realizado durante todo o carnaval, até o dia 12 de fevereiro. Posteriormente, a operação vai contar com um efetivo de 363 mil policiais, entre militares, civis e técnico-científicos, que serão espalhos por todo o estado.

Ao fazer o teste, o motorista saberá o resultado em até dez minutos. Assim que for colhido o material, ele será encaminhado para um veículo da Polícia Técnico-Científica para análise. Se o motorista não tiver condições de dirigir, pelo fato de ter feito uso de droga, ele será levado para uma delegacia, onde será preso e autuado pelo crime de dirigir sob efeito de entorpecente.

“Ampliando a blitz com esse trabalho, nós pretendemos conscientizar e evitar que quem bebeu dirija. No carnaval de 2011, tivemos 133 autuações por embriaguez. No carnaval de 2012, foram 605. Um aumento que nos preocupa”, disse Alckmin.

Operação Lei Seca

Em todo o Brasil, a Polícia Rodoviária Federal colocou cerca de 10 mil agentes nas rodovias para intensificar a fiscalização da Lei Seca durante o carnaval. A operação começou à 0h desta sexta-feira e vai até a meia-noite da Quarta-Feira de Cinzas. Cerca de 1.200 bafômetros serão utilizados.

Provas do consumo de álcool

Com a nova lei, podem ser utilizados, além do etilômetro, exames de sangue (e outros exames laboratoriais), testemunhos de terceiros, fotos e vídeos para comprovar a embriaguez do motorista.

Deputado alerta sobre o perigo dos acidentes no carnaval


Vítima de acidente de trânsito ainda jovem o deputado Luiz Marinho (PTB) adquiriu deficiência física se tornando cadeirante. Preocupado com essa realidade que promove sofrimento e luto para as famílias o deputado alerta os motoristas sobre perigo das estradas no carnaval. “Os motoristas devem redobrar atenção durante os dias de folia já que as mortes no trânsito aumentam em quase 50% no período”, alerta.

Mato Grosso ocupa o segundo lugar no ranking de mortes por acidente de trânsito no país. Segundo dados do DETRAN-MT são 36 vítimas fatais para cada grupo de cem mil habitantes. Aproximadamente mil pessoas morrem por ano vítimas de acidentes de trânsito no Estado de Mato Grosso.

Marinho orienta os motoristas para manter prudência nas estradas, redobrar a atenção e evitar ultrapassagem perigosa. “A vida e a família são tesouros que não podem ser colocados em risco. Da mesma forma deve-se levar a sério as campanhas educativas alertam para o risco de dirigir embriagado”, afirma.

De acordo com os dados oficiais em 2011, o maior número de óbitos ocorreu no sábado de carnaval, primeiro dia da festa e a maioria das vítimas tinham entre 25 e 34 anos. Dos casos registrados, 67% ocorreram do anoitecer até a madrugada, horário em que as festas acontecem em todo o país.

OAB pode entrar com ação contra instalação de chips em veículos



Este mês deve começar o processo de instalação de chips rastreadores em todos os veículos automotores brasileiros. Até junho do ano que vem o dispositivo será obrigatório tanto em carros quanto motos e caminhões. A iniciativa do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) que pretende coibir o roubo de veículos e infrações de trânsito por parte dos motoristas pode enfrentar sua primeira disputa judicial antes mesmo de sair do papel. Isso porque a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pode ingressar no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) contra a nova norma.

Os chips, que serão instalados no para-brisa dos veículos, terão a capacidade de identificar exatamente onde está o veículo. Assim, motoristas que trafegarem por locais proibidos, em alta velocidade ou com os documentos vencidos, por exemplo, poderão ser flagrados pelo novo equipamento, que enviará informações em tempo real para receptores espalhados pelas vias do país, e armazenadas em banco de dados do Denatran.

Para o conselheiro federal da OAB Wadih Damous, o sistema fere o direito à intimidade e a privacidade dos cidadãos, garantidos pela Constituição. “Temos nessa questão o choque de dois bens importantes: o direto a segurança no trânsito, e as liberdades individuais”, explica o advogado. “No nosso ponto de vista, em nome da segurança a liberdade individual não pode ser desrespeitada. O direito à privacidade é mais importante”, afirma.

Na visão do conselheiro federal da OAB, o grande problema da “chipagem” dos veículos é que ela dá ao poder público a informação onde cada carro foi e onde ele está. “Isso gera um banco de dados que, em tese, poderia ser usado para outros fins. Ele poderia ser roubado e as informações, usadas para, por exemplo, chantagear um cidadão”, exemplifica.

Para ele, antes de ser posta em prática a medida precisa ser mais bem estruturada em seus aspectos ligados à proteção de dados. “Não somos contra a adoção de ações para melhoria da segurança das pessoas no trânsito, o que precisa ficar claro, e me parece que não está tão explicito nesse projeto, é que os dados não serão utilizados para outros fins que não o controle do trânsito”, completa. “É necessário determinar quem, quando e em que situações, poderá acessar as informações e o que será feito para protegê-las”.

Por enquanto Damous pretende sugerir que a presidência da OAB se posicione institucionalmente sobre o tema e que o debate seja aberto. “Aí, se for do entendimento da maioria, poderíamos ingressar com uma Adin no Supremo Tribunal Federal”, completa o conselheiro federal pelo estado do Rio de Janeiro.

Implantação

Criado em novembro de 2006 pela resolução 212 do Detran o Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos, o Siniav, foi regulamentado em agosto de 2012 pelo governo federal, que estipulou que a partir deste mês começa o período para que todos os cerca de 73 milhões de veículos do país instalem o chip de rastreamento.

Os proprietários de veículos estão sendo convocados pelos Detrans para a instalação do chip. Até junho de 2014, o processo de implantação do equipamento deve estar finalizado. O seu custo, cerca de R$ 5, ficará por conta do motorista. Caso a nova norma não seja derrubada pelo STF, o seu descumprimento gerará uma falta grave para o condutor, com multa de R$ 127,69 e perda de cinco pontos na carteira de motorista.

Carnaval: a viagem segura e a tolerância zero



O carnaval aí está e muitos foliões preparam suas fantasias para se divertir a valer na maior festa popular do mundo. Muitos também se preparam para viajar. São dias de alegria, irreverência e muita descontração, afinal de contas ninguém é de ferro.
No entanto, é bom lembrar, que neste carnaval já estará em vigor uma nova resolução do Contran, 432/13, que estabeleceu nível mínimo de tolerância, de ingestão de álcool, para o teste do bafômetro, para quem dirige. O limite agora, para a medição do sopro do bafômetro, é de 0,05 miligramas de álcool por litro de ar expelido dos pulmões. Ou seja, apenas o erro máximo admissível no aparelho, que é de 0,04 mg/L. Para o exame de sangue o nível de tolerância é zero.
Portanto, se for beber, escolha a opção mais sensata: deixe o carro na garagem ou no estacionamento ou escolha alguém habilitado, que não tenha bebido, para trazê-lo de volta ou vá e regresse de táxi, ônibus, trem, barca ou metrô. Volte para casa com segurança.
Lembre-se que você não está proibido de beber, mas beba com moderação e nunca assuma o volante de um carro nessa situação. Seus familiares o aguardam, são e salvo.
É sabido que o álcool atinge diretamente o cérebro onde são processadas as informações necessárias para a condução veicular. Não faça do seu carro uma arma, a vítima pode ser você. A mistura álcool e direção têm sido causa de inúmeras tragédias em rodovias e urbanas. Lembre-se ainda que todo motorista (sensato) é parte importante do Pacto Nacional pela Redução de Acidentes, sob a coordenação do Denatran.
Se for pegar a estrada no feriadão do carnaval, também dirija com atenção e os cuidados indispensáveis à segurança de trânsito. Observe que os acidentes em rodovias ocorrem quando os veículos desenvolvem maior velocidade.
Primeiramente faça uma revisão prévia em seu veículo. Verifique também se os documentos de porte obrigatório (Carteira Nacional de Habilitação ou Permissão para Dirigir e Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo) estão em dia.
Não ultrapasse onde não for permitido. Não trafegue pelo acostamento. Não dirija em excesso de velocidade. Transporte as crianças, menores de dez anos, no banco traseiro do carro. Acomode-as, de acordo com a faixa etária e o estabelecido na Resolução CONTRAN 277/08, no bebê-conforto, na cadeirinha, no assento de elevação ou presas ao cinto de segurança.
Faça uma viagem de ida e volta segura. Preserva a sua vida e a de seus familiares. Se beber não dirija. Se for dirigir, não beba. Aproveite o carnaval. Trânsito é meio de vida, não de incômodos, tragédias, sofrimento e destruição.